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23 de julho de 2016

Em Paulista, Alto do Sumaré preserva identidade do Século XX

Os Lundgren, proprietários da Companhia de Tecidos Paulista (CTP) – formada por um conjunto de fábricas responsáveis por grande parte do crescimento do Paulista- ao pensarem na elaboração de toda a estrutura para implantação do setor têxtil levaram em consideração a necessidade de manter os funcionários próximos ao local de trabalho. 

Pensando nisso, a família, de origem sueca, construiu algumas unidades habitacionais no entorno das fábricas. Antigas palhoças que alojavam os operários cederam lugar a casas feitas de alvenaria. Foram erguidas na primeira metade do século XX aproximadamente três mil casas que formaram as vilas do Nobre e Paratibe, além do alto do Sumaré projetada para acomodar funcionários e seus familiares vindos da Alemanha. 

Esses estrangeiros foram trazidos pelo patriarca da família, o Sueco Herman Lundgren, que viu a necessidade de buscar mão de obra especializada em outros países para operar o maquinário sofisticado trazido da Inglaterra, e também para ocupar cargos de chefia nas fábricas.

O residencial com 11 casas foi construído no centro da cidade - num local cercado de calmaria, da natureza e com uma vista bastante contemplativa. Leva esse nome “Sumaré” devido a uma espécie de planta facilmente encontrada no lugar. As casas continuam pertencendo aos Lundgren e atualmente estão alugadas. O local está atualmente preservado por uma Lei Municipal que trata de imóveis especiais de preservação.

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