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1 de julho de 2016

Latam suspende Hub Nordeste

Oito meses depois de a Latam adiar o anúncio sobre qual capital receberia o centro de conexões de voos do Nordeste pa­ra o primeiro semestre deste ano, a companhia resolveu, desta vez, deixar em suspenso a data de implantação do empreendimento. Como noticiou a Folha de Pernambuco, no último domingo, a falta de infraestrutura e o enfraquecimento da demanda de passageiros, aliados à situação financeira, pesaram para a decisão final. 

Apesar de a empresa informar que o estudo de viabilidade do projeto segue no plano de investimentos, o grupo assume que o momento para investir é delicado. “Dada à situação macroeconômica do Brasil, que tem registrado queda significativa na demanda nos últimos meses, e com baixa perspectiva de retomada de crescimento num curto prazo, somado às indefinições de infraestrutura, a escolha da cidade que poderá receber o hub será feita em um momento mais adequado, ainda sem data definida”, confirma a Latam por meio de nota. Em 2015, a Latam Airlines amargou prejuízo de US$ 219,2 milhões, o que reduziu seu plano de aquisição de aviões para os próximos três anos.

Especialistas, no entanto, acreditam que o hub deve acompanhar o cenário de melhora econômica, previsto para 2018. O empreendimento contará com investimentos de R$ 3,9 bilhões e tem a capacidade de gerar oito mil empregos diretos. O hub teria capacidade de alavancar o Produto Interno Bruto (PIB) do Recife em US$ 512 milhões por ano. Além da capital pernambucana, es­tão no páreo Natal e Fortaleza.

Para o presidente do Conselho Federal de Economia (Cofecon), José Luiz Pagnussat, esse é um movimento de todos os setores da economia. “Eles fazem isso com razão. É um momento delicado para se investir. É claro que, por outro lado, isso gera impacto nos efeitos esperados, como a geração de emprego e renda, mas faz parte do processo”, explicou. 

Professor do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), Alexandre Espírito Santo afirmou que os quadros político e econômico são críticos, respingando em insegurança para os investidores. “Eu acho o seguinte: quem esperou tanto tempo, pode esperar até que o cenário ficar mais claro”, analisou, destacando que é possível que isso aconteça em 2018, período em que o mercado avalia a retomada do crescimento econômico do País.

Enquanto isso não acontece, o secretário de Turismo do Estado, Felipe Carreras, disse compreender a situação, mas tem esperanças. “Temos certeza de uma coisa: vai acontecer quando a confiança e o ajuste econômico forem colocados em prática”, revelou. Carreras disse ainda que os trabalhos para atrair voos e impulsionar a malha aérea de Pernambuco continuarão entre as prioridades do Estado. 

Benefício
A partir de hoje a alíquota de ICMS sobre a venda de querosene de aviação em Pernambuco foi reduzida de 25% do valor da transação para 12%. No entanto, o benefício só será concedido às empresas que tenham pelo menos dois voos internacionais para dois destinos diferentes.

Da Folha de Pernambuco

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