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3 de agosto de 2016

Não oferecer leite materno logo após o nascimento aumenta risco de morte do bebê

Que o aleitamento materno é fundamental para a saúde do bebê médicos e mamães já sabem. No entanto, o que poucas têm conhecimento é que um em cada dois recém-nascidos (cerca de 77 milhões de crianças) não toma leite materno nas primeiras horas de vida. Não oferecer esse alimento logo que o bebê sai do ventre da mãe lhes priva de nutrientes, anticorpos e do contato com a pele da mãe.


"Fazer com que os bebês esperem tempo demais para ter o primeiro contato fundamental com sua mãe fora do útero diminui as possibilidades do recém-nascido de sobreviver e limita a produção de leite da mãe", afirmou a assessora superior de nutrição da Unicef, Francia Bégin, em um comunicado que denunciou a não realização deste procedimento em alguns hospitais do mundo.

Segundo os especialistas, quanto mais o aleitamento é atrasado, maior é o risco de o bebê morrer no primeiro mês de vida. Se a espera para amamentar o recém-nascido for de 2 a 23 horas depois do parto, o risco dele morrer nos primeiros 28 dias de vida aumenta em 40% e atrasá-la por 24 horas ou mais aumenta o risco de morte em 80%.

Além disso, segundo explicou o porta-voz do Unicef em Genebra, Christophe Boulierac, se todos os bebês fossem alimentados só com leite materno desde o momento em que nascem até os seis meses, "mais de 800 mil vidas seria salvas a cada ano, por isso que é uma questão de vida ou morte". 

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