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Cinesytem

26 de setembro de 2016

Estudantes do Paulista vão apresentar projeto inovador em feira internacional de ciência e tecnologia

Estudantes da Escola Municipal Maria Luzia Pessoa de Andrade, em Paratibe, Paulista, receberam uma ótima notícia nesta segunda-feira (26.09). O projeto científico da unidade de ensino que visa transformar sucata em equipamentos de laboratório de química foi selecionado para participar da 22ª edição da Ciência Jovem, uma feira internacional que ocorre nos dias 09, 10 e 11 de novembro, no Paço Alfândega, no Recife. O evento contará mais de 280 trabalhos de alunos de escolas públicas e particulares do Brasil e do exterior.

Nesta tarde, uma equipe da Secretaria Municipal de Educação esteve na escola para parabenizar os coordenadores do projeto e os estudantes. Essa é a primeira vez que uma unidade de ensino da rede local vai participar do Ciência Jovem. “Estamos numa felicidade só com essa classificação”, comentou o estudante Elton Lucas da Silva Lemos, 14 anos, que terá a companhia da amiga de turma, Aysha Ellen Pereira, 14, na apresentação do projeto.

Na ocasião, eles vão mostrar que é possível fazer, entre outras coisas, uma centrífuga (usado para separar componentes químicos em meio líquido por meio de sedimentação) com motor de ventilador, um condensador de tubo reto (condensa vapores gerados pelo aquecimento de líquidos em processos de destilação simples e fracionada) com lâmpada fluorescente, bico de Bunsen (dispositivo usado para efetuar aquecimento de soluções em laboratório) usando cano de ferro e seringa de injeção para passar o gás.

A ideia de utilizar sucata na construção desse tipo de equipamento foi o gestor da unidade de ensino, o professor de química, Neônio Correa Duque. “Hoje o desestímulo é muito grande entre os adolescentes das escolas públicas. A gente precisa acabar com isso. A nossa escola, por exemplo, fica localizada num lugar humilde, mas isso não quer dizer que os nossos estudantes não possuem potencial. Só precisam de um catalisador para causar uma reação”, argumentou, usando a química para defender importância de criar alternativas para diminuir o abismo existente entre o ensino na rede pública e privada. 

O projeto da Escola Maria Luzia Pessoa de Andrade foi escolhido entre uma lista mais de 550 trabalhos científicos de vários estados do País e do exterior. A diretora de Ensino da Secretaria Municipal de Educação, Marilúcia da Silva, parabenizou os atores envolvidos e salientou que a conquista vai além do aprendizado dos alunos. “A ideia da escola é transforma a comunidade onde está inserida. A comunidade pode até ser considerada difícil, mas o papel do gestor é mudar esse contexto. E a indicação desse projeto para a feira é um grande passo nesse sentido”, disse.

A ideia é de que todos os estudantes matriculados no 9º ano possam participar da iniciativa na unidade de ensino, desenvolvendo o conhecimento de forma concreta por meio das atividades práticas. A Escola Municipal Maria Luzia Pessoa de Andrade fica na comunidade da Vila Invadida e possui mais de 300 alunos, entre as turmas do Grupo 3 e 4, além do ensino fundamental.

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