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Cinesytem

9 de novembro de 2016

Alunos da Escola Municipal Maria Luzia participam de feira internacional de ciência e tecnologia no Recife

Mostrar que é possível equipar um laboratório de química usando sucata e materiais recicláveis é o grande desafio dos estudantes da Escola Municipal Maria Luzia Pessoa de Andrade, em Paratibe, Paulista, durante a 22º edição do Ciência Jovem, uma feira internacional que reúne trabalhos científicos e tecnológicos de todos os estados brasileiros e de outros países, no Shopping Paço Alfândega, em Recife. O evento, que é aberto ao público, tem a coordenação do Espaço Ciência. 


A missão de representar a unidade de ensino é dos alunos do 9º ano, Leydiane Conceição, e Elton da Silva, ambos com 14 anos, e do professor e orientador do projeto, Neônio Duque. Até sexta-feira (11.11), o grupo pretende convencer o público e os jurados de que a iniciativa é viável, sustentável e colabora de forma significativa com o processo de ensino aprendizagem em sala de aula.

Para isso, eles estão apresentando os equipamentos que foram preparados para o laboratório de química da escola. Dentre os quais, centrífuga, bico de Bussen, condensador, tela de amianto e dessecador. Todos produzidos com materiais que seriam jogados no lixo. Mas, que agora, servem para auxiliar os experimentos realizados na unidade de ensino. 

Nesta quarta-feira (09.11), durante a abertura oficial do Ciência Jovem, os estudantes e o educador orientador receberam a visita do secretário de Educação de Paulista, Carlos Ribeiro Jr. O gestor aproveitou a oportunidade para parabenizar o grupo e conferir de perto os equipamentos e suas funcionalidades. 

“Temos que enaltecer bastante essa equipe por este projeto inovador. Tenho certeza que além de ajudar o planeta, resgatando os materiais que iriam para o lixo, eles estão enriquecendo o conhecimento e a superando as limitações financeiras da escola com criatividade”, frisou Carlos Ribeiro Jr. Para equipar um laboratório de química, a Secretaria Municipal de Educação precisa investir de R$ 35 a R$ 40 mil reais. Um valor considerável, levando-se em conta o tamanho da rede municipal de ensino.

O professor e orientador Neônio Duque está satisfeito com o trabalho da Escola Maria Luzia no Ciência Jovem. Ele disse que conseguiu levar mais de dez equipamentos ao evento, onde foram investidos muito pouco. Essa é a primeira vez que uma escola da rede municipal participa de um evento dessa relevância. O projeto da escola foi escolhido entre uma lista mais de 550 trabalhos científicos e tecnológicos.

“Aproveitamos vários matérias para construir os equipamentos. Para fazer a centrífuga, por exemplo, usamos seringas, maçaneta de porta, cano de ferro, molinete de pesca. Ela custou menos de R$ 40 reais pra ficar pronta. Hoje, no mercado, não sai por menos de R$ 6,5 mil. E a nossa funciona do mesmo jeito. É essa a ideia que queremos passa aqui na feira. Esperamos que outras escolas públicas sigam o nosso exemplo, criando alternativas para superar os obstáculos e tornando o ambiente educacional cada vez mais prazeroso para os estudantes”, destacou. 

O estudante Elton da Silva explicou que a participação nesse projeto trouxe grandes aprendizados. “No nono ano a gente ainda não se aprofunda na disciplina de química. Apenas no Ensino Médio é que teremos a oportunidade de conhecer mais sobre essa matéria. Tenho certeza que vou chegar muito mais preparado após participar desse projeto na Escola Maria Luzia. Espero que outros alunos tenham a mesma oportunidade que estamos tendo”, frisou.

A ideia é de que todos os estudantes matriculados no 9º ano possam participar da iniciativa na unidade de ensino, desenvolvendo o conhecimento de forma concreta por meio das atividades práticas. A Escola Municipal Maria Luzia Pessoa de Andrade fica na comunidade da Vila Invadida e possui mais de 300 alunos, entre as turmas do Grupo 3 e 4, além do ensino fundamental.

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