.

.

7 de janeiro de 2017

É preciso melhorar o diálogo

A crise que assola o país é notória. Observamos ela na economia, política e na sociedade em moldes gerais.


Contudo, em meio a esse condomínio de crises alguns se sobressaem exercitando o seu lado criativo, engajador, buscando soluções mais práticas. O valor da produtividade não está no volume de serviços que se consegue realizar e sim nas formas criativas que se apresenta para afugentar esse fantasma chamado crise.

O setor público não ficou de fora desse capítulo obscuro e, em especial, o serviço público sofreu consideravelmente os efeitos da crise econômica. E um grupo social, em particular, tem amargado há anos todos os perrengues, crises, arrochos e as múltiplas adversidades que assolam a vida social tupiniquim – o servidor público. 

O simples enfrentamento, para colocar na bandeja de efeitos práticos pseudos conquistas, não faz mais parte da nova visão do serviço público e seus anseios e desejos. A nova liderança no serviço público tem que buscar os mais diversos atores sociais, para junto a eles aprimorar as buscas por conquistas mais perenes e duradouras.

O servidor público tem que asfaltar, juntamente com aqueles que governam, a estrada de duas mãos que leva a uma melhor prestação de serviço público a sociedade.

O peleguismo, a intolerância, o efrentamento banal, a escassez de diálogo, já figuram o museu do passado, enfeitando as suas paredes com pinturas desbotadas e de má qualidade. Busca-se hoje e sempre, líderes articulados, que saibam reconhecer a força e o bom conteúdo de suas reivindicações e também conhecer os limites e dificuldades do patronato. 

Aquele que diverge de mim não é o meu adversário e nem muito menos o meu inimigo, ele é o meu parceiro, na construção de um mundo plural. 

Há hoje uma real e insistente necessidade de enriquecimento do diálogo entre uma agremiação sindical e aqueles que estão no poder por força da política majoritária. As posições estão bem definidas, os pleitos estão bem apontados, a mesa está posta, a negociação é latente, o que falta infelizmente é disposição intelectual, e essa falta é mais sentida por parte de quem reivindica e menos aparente no grupo patronal. 

Dessa forma, aspectos como criatividade, boa pesquisa, um bom material reivindicatório é e sempre será bem vindo, e com certeza será senha de entrada para boas conquistas. O importante não é deixar passar a tempestade e seguir, o importante é saber dançar na chuva. 

IRANDI NUNES
Servidor público municipal em Paulista

Nenhum comentário:

Postar um comentário