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9 de fevereiro de 2017

Projeto propõe reutilizar efluente tratado para o cultivo de plantas ornamentais

Com o apoio técnico da UFRPE, a Compesa já iniciou o projeto na Estação de Tratamento de Esgoto Garanhuns, para cultivar espécies de plantas ornamentais e florestais

Em Garanhuns, também conhecida como a 'cidade das flores', a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) inicia um projeto de reuso de efluentes gerados pela Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) para a produção de plantas ornamentais e espécies florestais. O trabalho, realizado com o apoio técnico da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), vai avaliar o desenvolvimento das espécies que serão irrigadas com o efluente tratado, além de testar a viabilidade técnica e ambiental de produção vegetal diretamente no solo, sem causar nenhum tipo de impacto ambiental. A ideia é promover a urbanização e paisagismo na unidade operacional utilizando as espécies cultivadas na própria ETE Garanhuns.

De acordo com o diretor de Articulação e Meio Ambiente da Compesa, Aldo dos Santos, o projeto-piloto poderá ser reproduzido em outras unidades da companhia. "A nossa ideia é desenvolver o paisagismo das unidades operacionais, buscando tornar esses espaços mais agradáveis para os nossos colaboradores e também para a população", explica o diretor, pontuando que, no momento atual de crise hídrica no estado, que se apresenta ainda mais severa na região Agreste, o projeto traz uma alternativa de economia de água, que seria utilizada na irrigação, por meio do reaproveitamento dos efluentes tratados na ETE.

Hoje, os efluentes produzidos na ETE Garanhuns, que realiza o tratamento do volume de esgoto produzido por 18 mil pessoas, são transportados e lançados no Rio Canhoto. "Parte dos nutrientes que as plantas necessitam também está presente nos efluentes tratados, assim é possível reduzir o uso de químicos no cultivo, e também evitar a poluição das águas e do solo. Os efluentes tratados pelas nossas unidades atendem todos os parâmetros exigidos pela legislação brasileira", informa a engenheira ambiental da Compesa, Luane Lins da Silva.

No último dia 30, foram realizados estudos topográficos e altimétricos da área que abrigará o projeto, bem como a delimitação do terreno - com 500 metros quadrados de área - e a coleta de solo para realização de ensaios físico-químicos e de fertilidade. Todas as análises serão realizadas nos laboratórios de Física do Solo e Fertilidade da UFRPE, campus Recife. Até o final do mês de março, o plantio deve ser iniciado. A Compesa já desenvolve projeto semelhante na ETE Caruaru, que faz o reuso dos efluentes para a produção de espécies florestais e agrícolas.

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