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12 de março de 2017

Governador prestigia exposição em homenagem à Revolução Pernambucana

Intitulada “1817 – Revolução Republicana”, a mostra teve início neste domingo, no Museu do Recife, e integra o calendário comemorativo do Bicentenário

Em mais um ato comemorativo ao Bicentenário da Revolução Pernambucana de 1817, o governador Paulo Câmara participou, neste domingo (12.03), da abertura da exposição “1817 – Revolução Republicana”, no Museu da Cidade do Recife/Forte das Cinco Pontas. O evento contou com lançamentos de livros e apresentação de música composta especialmente para a ocasião. Acompanhado do prefeito em exercício, Luciano Siqueira, o chefe do Executivo estadual foi presenteado com os exemplares lançados e destacou a importância de iniciativas como essa na propagação dos valores e legados conquistados há mais de 200 anos.

“É com muita alegria que estamos aqui, hoje, para dar início a uma exposição tão bem produzida e importante. O passado precisa ser colocado à disposição de todos os pernambucanos. É com esse exemplo e com todos os ideais libertários e democráticos deixados que a gente vai avançar e melhorar o presente, mas, acima de tudo, trabalhar por um futuro mais igual e justo para todos nós pernambucanos, para todos os brasileiros”, destacou o governador.

Paulo falou ainda sobre a importância de se reforçar esse assunto nas instituições de ensino do Estado. “Nós vamos, ao longo deste ano, falar muito sobre tudo isso. Levar esse assunto às escolas, trazer os nossos estudantes aqui, para visitar essa bonita exposição e para que eles tenham acesso a todo esse material. A nova geração precisa conhecer e levar para o futuro a importância dessa luta que nos deixou valores e legados tão nobres”, disse.

Dividida em cinco eixos, a exposição apresenta, através de textos, imagens, vídeos, desenhos, documentos e objetos históricos os fatos ocorridos e os principais personagens que lutaram para defender os valores fundamentais da liberdade e da justiça social durante o período da Revolução. Fruto de uma parceria entre o museu e o Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco (IAHGP) a mostra é gratuita e ficará em cartaz por um período de um ano. Após a inauguração, as visitações vão seguir o horário de funcionamento do museu, de terça a domingo, das 9h às 17h.

“Nesse instante em que nós celebramos de maneira elevada a Revolução de 1817, com essa exposição, nós estamos homenageando o nosso povo e estamos, ao mesmo tempo, nos deixando envolver pelo espírito dessa luta. Tudo isso para que nós possamos aprender com as lições do passado e iluminar na nossa mente os desafios atuais para a construção de um futuro democrático, soberano e justo para o nosso País”, ressaltou o prefeito do Recife em exercício, Luciano Siqueira.

LANÇAMENTOS – Dois livros foram lançados durante a solenidade de abertura, foram eles: o ABCdário da Revolução Republicana de 1817 e a reedição da História da Revolução de Pernambuco em 1817, escrito no século 19 por Francisco Muniz Tavares, que fez parte da ação e que chegou a ser preso no Forte das Cinco Pontas.

Organizado por Betânia Correa de Araújo, em parceria com a Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), o ABCdário conta a história da revolução através de quase 70 verbetes. Já a reedição, publicada pela Cepe, é feita a partir da segunda edição, publicada em 1969, e que serviu também de guia para a mostra. 

Além disso, foi apresentada uma composição de autoria do músico e professor Múcio Calou, criada especialmente para o evento. A suíte possui oito partes e foi executada por um quarteto com flauta, violoncelo, violão e contrabaixo.

Diretora do Museu e organizadora do ABCdário, Betânia Correa de Araújo afirmou sua satisfação em poder fazer parte desse momento que ela avaliou como “honroso” para a casa. “É missão desse lugar contar e educar sobre a história da revolução, justamente por ter sido abrigo de cerca de 150 homens que lutavam pela liberdade do nosso povo, das nossas terras. Por isso, é um compromisso e uma responsabilidade grande para este local, que é Patrimônio Histórico e Artístico Nacional desde 1938. E é uma alegria poder abrigar essa iniciativa”. 

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