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Cinesytem

14 de junho de 2017

Educação do Paulista dá início ao Festival Cordel Encantado

Com o objetivo de levar a cultura e a tradição do cordel para as escolas da rede municipal de Ensino, a Secretaria de Educação do Paulista deu início, nesta quarta-feira (14.06), no Centro de Formação de Professores da Rede Municipal de Ensino, ao Festival Cordel Encantado. O evento se deu após uma recente visita das gestoras e supervisoras da rede, ao museu de Xilogravura de J. Borges, localizado em Bezerros. Ao todo, 150 professoras e 30 coordenadoras integram o Festival, que faz parte da formação continuada e acontecerá uma vez ao mês, até o final do ano.


“Hoje nós estamos iniciando com o público geral da educação infantil, como professoras e supervisoras, desenvolvendo o projeto Cordel Encantado, para que elas tenham essa possibilidade de levar a cultura popular, que é tão rica no nosso Nordeste, para as nossas crianças, desenvolvendo entre os meses de junho e agosto a xilogravura e os cordéis com as nossas crianças de educação infantil”, explicou a coordenadora de Educação Infantil, Simone Almeida.

O secretário de Educação do Paulista, Carlos Junior, também prestigiou o evento e destacou a importância de trazer o cordel para as escolas. “É de fundamental importância esse tipo de iniciativa, porque nós estamos valorizando a cultura do estado, e vai servir ainda para que nossos alunos tenham conhecimento, aprendam a valorizar a literatura de cordel, que é importante, e valorizando também os nossos artistas do interior do estado. Além disso, essas formações vão ser contínuas e também vamos trabalhar em sala de aula junto com os alunos”, completou o secretário.

Dentre os participantes do evento, esteve o poeta e cordelista Edgar Diniz, que também é professor de história. Na ocasião, ele ressaltou que já realizou esse tipo de trabalho nas escolas estaduais, e vê grande importância em poder trazer o cordel para a rede de ensino do Paulista, e aproveitar para trabalhar dentro do contexto pedagógico.

“Quando eu faço isso nas escolas, eu levo um pouco do conteúdo pedagógico que existe no cordel, como a questão da rima, da divisão das sílabas de cada verso, da questão das tônicas de cada verso, da interpretação do texto, do aluno pegar um texto, interpretar e transformar isso em verso. Então, tem todo esse contexto pedagógico que eu tento levar também. Diante também da questão cultural”, finalizou o artista.


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