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29 de agosto de 2017

Alunos portadores de deficiência da rede municipal de ensino de Olinda conta com ajuda de cão doutor

Oferecendo amor e atenção, Max, quatro anos, um “doutor de quatro patas” de Olinda, leva uma rotina bem diferente de outros cães da sua idade. Max é um cachorro de raça Golden Retriever e há um ano vem atuando como cão doutor, auxiliando e estimulando o desenvolvimento de crianças com deficiência que estudam na rede municipal de Olinda. Além do Projeto Bolinha de Pelo, o Dr. Max também é voluntário do Projeto Cães Doutores, em hospitais públicos e ONG’s.

Estudante de qualquer idade, a cada 15 dias, é atendido pelo Dr. Max em um encontro que dura em torno de 50 minutos em média, seja individual ou em grupo, na sala de Recurso Multifuncional, no Centro Integrado de Atenção à Criança Professora Norma Coelho (CAIC), Peixinhos.

Os trabalhos realizados pelos cães são acompanhados por adestradores e profissionais das áreas de saúde que dão o suporte necessário quanto à saúde e bem-estar dos animais, sempre respeitando os limites e necessidades de cada um, bem como o acompanhamento próximo de cada pessoa assistida.

De acordo com Cássia Leôncio, chefe do Departamento de Inclusão da Secretaria de Educação, a terapia assistida com o cão tem a proposta de desenvolver estímulos a aptidões como a fala, as funções motoras e os comandos. Segundo Cássia, não é qualquer pet que pode colaborar para a recuperação de pacientes dos mais variados casos clínicos "Ele precisa ser tranquilo, ter uma personalidade que as pessoas possam abraçar, beijar e apertar, sem que ele reaja", explica a dona do Max.

Não há uma recomendação específica de quem pode ser ajudado pela Cinoterapia - terapia que utiliza cães como meio alternativo no tratamento de pessoas com deficiência -. Qualquer paciente pode ser beneficiado, desde que não haja alguma contraindicação, como por exemplo, medo de animais, alergia ou problemas de respiração.

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