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3 de agosto de 2017

Após desabamento, Defesa Civil registra número recorde de denúncias e faz mutirão para vistoriar imóveis

Uma semana depois do desabamento de um primeiro andar no bairro de Maranguape II, que vitimou uma criança de oito anos, mutilou a mãe dele e feriu o padrasto, a Defesa Civil do Paulista registrou um aumento significativo no número de denúncias sobre a situação estrutural de imóveis na cidade. Ao longo desse período, pelo menos 150 chamados foram contabilizados pelo órgão municipal, quando a média histórica não passava de cinco por semana. Diante do crescimento da demanda, as equipes da prefeitura estão atuando num regime de mutirão. Nesta quarta-feira (02.08), os profissionais realizaram algumas vistorias no bairro de Maranguape I.

Dos quatro endereços fornecidos na denúncia, apenas dois foram inspecionados pela equipe da Defesa Civil. Nos demais, os proprietários não estavam em casa, nem atenderam as chamadas telefônicas. Neste tipo de situação, os técnicos do órgão realizam um novo agendamento para que a denúncia não deixe de ser investigada. Em média, dez vistorias estão sendo feitas por dia, em diversos bairros da cidade. Esse mutirão acontece de forma paralela às ações preventivas, como a aplicação de lonas plásticas nas áreas de risco.

No apartamento visitado nesta manhã, que fica na Rua 82, Quadra 60, Bloco 4, a equipe da Defesa Civil foi recebida pela moradora Marluce Pontes. Na ocasião, ela contou que uma vizinha abriu o chamado por conta de uma fissura na parede do quarto. “Aproveitamos a situação para passar diversas orientações. A principal delas é que não se deve mexer em paredes estruturais, seja por estética ou ampliação de um cômodo, por exemplo. Isso pode ter um impacto significativo na estrutura do imóvel com o passar do tempo, prejudicando a estrutura do prédio como um todo”, argumentou o engenheiro da Defesa Civil, Roberto Wanderley.

Ele explicou também que o imóvel vai passar a ser monitorado pelos técnicos do órgão. “Vamos incluir este apartamento na nossa lista de acompanhamento sistemático. Além disso, faremos um relatório de vistoria, que deve indicar a necessidade da reforma estrutural. Com esse documento, os moradores podem tomar algumas providências, como contratar uma empresa especializada que seja credenciada ao CREA. Também nos colocamos à disposição para participar de reunião com os moradores para esclarecer alguns pontos”, salientou Roberto Wanderley.

Após a vistoria no apartamento, a equipe seguiu para uma casa localizada na Rua 12, na esquina com a rodovia PE-22. Os dois imóveis existentes no lote 40 estão com fissuras no chão e nas paredes por conta da raiz de uma árvore, que foi plantada na calçada da via. Diante do caso, a equipe da Defesa Civil vai encaminhar um relatório de vistoria e um ofício à Secretaria de Infraestrutura, Serviços Públicos e Meio Ambiente para que uma ação conjunta possa ser realizada. Como as casas não apresentam risco, a moradora recebeu algumas orientações e aguardará um contato da gestão.

Ciente da importância de alertar a prefeitura, a população tem entrado em contato para solicitar as vistorias. Dois canais de comunicação estão à disposição dos moradores da cidade. O primeiro é o telefone 153, do Centro Integrado de Segurança (CIS), que funciona 24 horas, nos sete dias da semana. Enquanto o outro é o aplicativo de celular “Paulista Conectado”, que recebe diversos tipos de denúncias, inclusive, sobre acidentes, onde podem ser registrados os casos de imóveis que apresentam algum tipo de problema estrutural.

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