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24 de agosto de 2017

Paulista prepara estrutura para receber evento de inclusão de deficientes no mercado de trabalho

Quando o professor de Braile Cláudio Albino, que é cego, batia na porta de uma empresa, a procura de um emprego, ouvia do empregador sempre a mesma pergunta: “você trouxe uma carta de algum órgão do governo garantindo que eu te contrate?”. Hoje, Claudio faz parte do COMID, o Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência do Paulista, e está colocado na Secretaria de Políticas Sociais e Esportes do Paulista. “Parecia que os empresários só contratavam obrigados. Mas, hoje, com toda esta luta por inclusão social da pessoa com deficiência, acredito que a conquista de um emprego deve ficar mais fácil”, avalia Cláudio.

Para fazer esta ponte entre o mercado de trabalho e a mão de obra de Pessoas com Deficiência (PCD), a Prefeitura do Paulista esta fechando uma parceria com o Ministério do Trabalho e o CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola), para promover um encontro entre a demanda de mão de obra e as vagas de trabalho, numa feira que acontece dia 29 de setembro, no Shopping North Way, Centro da cidade, das 08 às 17h.

Nesta quarta-feira (23.08), três reuniões ocorreram entre gestores da prefeitura e os técnicos das instituições envolvidas, para definir a organização e o fluxo do evento. O primeiro encontro, contou com a participação do superintendente do Ministério do Trabalho em Pernambuco, Geovane Freitas, que saiu do encontro com a garantia do prefeito Junior Matuto de que a gestão não medirá esforços para garantir o êxito da ação. “Sabemos da importância de uma feira como esta, que proporciona o encontro entre o possível empregado e o empregador. Orientei minha equipe de colocar à disposição tudo que for necessário para que esta feira seja um sucesso e empregue o maior numero de pessoa com deficiência em nossa cidade. Afinal, quem tem emprego vive com mais dignidade”, assegurou Junior Matuto.

A segunda reunião aconteceu à tarde, na Secretaria de Politicas Sociais e Esportes, onde os secretários de Políticas Sociais e Esportes, Augusto Costa, e o executivo de Desenvolvimento Econômico, Íkaro Guimarães, reuniram os técnicos que estarão envolvidos na ação para organizar o modelo e a estrutura do Dia D da empregabilidade da pessoa com deficiência. De acordo com o coordenador de fiscalização da Pessoa com Deficiência do Ministério do Trabalho, Fernando Sampaio, Paulista dispõe de mais de 300 vagas destinadas às PCDs, este numero é definido a partir do número de empregados com uma empresa possui. “O percentual de vagas de emprego para PCD é entre 2% a 5%. Se uma empresa tem de 10 a 200 empregados, deve disponibilizar 2%; se tem 201 a 500, a reserva é de 3%; de 501 a 1000, 4%, acima de 1000, 5%, então, temos que lutar para sensibilizar os empresários da conquista social que é empregar uma pessoa com deficiência”. Concluiu Fernando.

Na sequência, aconteceu o encontro entre as entidades ligadas às pessoas com deficiência, como o Comid, que ficaram com a responsabilidade de mobilizar e garantir a presença das pessoas com deficiência na Feira. Para Luciene Martins, integrante do Comid, um dos entraves na empregabilidade das PCDs é o receio de ao se empregarem, perderem o beneficio que possuem. “Não é isso que acontece. Enquanto estão empregadas, os benefícios são suspensos, mas quando ficam sem o vinculo empregatício, voltam a receber o beneficio. Nossa luta é para garantir trabalho para as pessoas com deficiência, sem perder nenhum direito”, afirmou Luciene.

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