.

.

23 de setembro de 2017

Profissionais dedicados transformam vidas nas residências terapêuticas do Paulista

A cidade do Paulista possui três residências terapêuticas em funcionamento. Cada unidade conta com oito moradores. Esses 24 homens e mulheres de diferentes faixas etárias possuem histórias de vida bem diferentes. A maior parte deles passou muitos anos internados em hospitais psiquiátricos, sem nenhum tipo de vínculo afetivo com os familiares. Outros cresceram tendo os direitos violados e foram “esquecidos”, tendo a falta de apoio como inimiga da própria sorte. Mas o que era para ser só apenas dor e solidão tem se transformado em momentos de felicidade e interação social. Graças ao trabalho dedicado das equipes do serviço a vida dessas pessoas está ganhando um novo rumo. 

Nesta sexta-feira (22.09), os usuários das residências no município participaram de um almoço muito especial com a equipe de cuidadores e gestores da Secretaria Municipal de Saúde. Juntos, eles conversaram, brincaram e fizeram o tempo passar rápido porque quando o momento é bom ele voa. O encontro não serviu apenas para o público beneficiado, mas também para a equipe da secretaria que teve a oportunidade de se aproximar ainda mais dos trabalhadores do serviço, como os cuidadores e os profissionais que fazem parte da coordenação de Saúde Mental.

Aproveitando a oportunidade para elogiar o trabalho que vem sendo feito nas três unidades do município, a secretária de Saúde, Fabiana Bernart, fez um relato emocionado. “Quantas e quantas vezes eu perdi a noite de sono por conta das preocupações com a situação das residências terapêuticas. Eu ficava angustiada por saber que seria humanamente impossível resolver todos os entraves no início da gestão. Mas, apesar disso, nunca deixei de acreditar. Hoje posso dizer que continuamos recebendo os mesmos recursos para tocar as residências, mas estamos com um grande diferencial: uma equipe muito capacitada, dedicada e humana. Isso tem mudado a vidas dos moradores”, parabenizou. 

Uma das responsáveis pelos momentos de integração entre os usuários, a coordenadora de Saúde Mental do município, Karin Melo, destacou que o trabalho da equipe está alcançando resultados positivos. “É muito bom saber que essas pessoas que nunca tiveram a oportunidade de ter uma vida digna estão conseguindo isso aqui. É gratificante poder contribuir para mudanças significativas na vida desses usuários que foram privados de todas as possibilidades ao longo dos anos. E quando isso acontece é porque mesmo diante das limitações o nosso papel está sendo bem feito”, frisou. 

O dia-a-dia dos moradores das residências terapêuticas lembra o convívio social numa casa comum. Cada um tem seu espaço e seus afazeres. A diferença é de que eles não podem fazer o que bem entenderem, porém, são estimulados a participar de todas as atividades. “Muitos quando chegam ao nosso serviço não interagem, buscam o isolamento e até mantém costumes antigos, como não querer usar roupas e sandálias, por exemplo. É aí que começa o nosso trabalho de formiguinha. Ao poucos vamos ensinando a importância do cuidado com eles mesmos. Um trabalho difícil, mas que já está colhendo frutos. Isso é a gestão olhando para os usuários com muito mais afeto” ressaltou a coordenadora das residências do município, Cíntia Portela.

Atualmente, dez profissionais atuam diretamente nas três residências terapêuticas da cidade (duas em Pau Amarelo e uma no Janga), entre cuidadores e um técnico de enfermagem. Isso sem falar da equipe da secretaria que oferece todo o suporte. Juntos, eles atuam dia e noite com os moradores para tornar o serviço um espaço de moradia que garanta o convívio social, a reabilitação psicossocial e o resgate de cidadania do sujeito, promovendo os laços afetivos e a reconstrução das referências familiares.

Ainda participaram do encontro de integração, a secretária-executiva de Saúde, Maria Clara Rodrigues, e a diretora da Atenção Especializa, Ligiane Ferrão. A ideia é de que o evento ocorra periodicamente.

Nenhum comentário:

Postar um comentário