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6 de fevereiro de 2019

Dois timbus que perderam a mãe e outro que foi acuado por cachorros são entregue à CPRH

Dono de uma oficina na Iputinga, Zona Oeste do Recife, o senhor Jorge Francisco de Lima encontrou na manhã desta terça-feira (5), ao se deslocar para o trabalho, dois filhotes de timbu agarrados ao corpo da mãe, morta, com um ferimento fatal na cabeça – claramente vítima de maus-tratos. 

Também pela manhã, ao chegar à Arquidiocese de Olinda e Recife, nas Graças, onde trabalha, a jornalista Luciana Falcão viu um timbu imóvel na grade do prédio, acuado por cachorros. 
Os dois, de imediato, resgataram os timbus e se deslocaram à Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), em Casa Forte, onde fizeram a entrega, atitude que ajuda à preservação das espécies.

Os dois filhotes órfãos e o timbu adulto que foi perseguido por cachorros foram encaminhados no início da tarde ao Centro de Triagem de Animais Silvestres de Pernambuco (Cetas Tangara), da CPRH, que fica na Estrada da Mumbeca, Zona Norte do Recife. 
Lá, eles receberão os cuidados necessários e só serão devolvidos à natureza quando estiverem em plenas condições. No caso dos filhotes, o senhor Jorge Francisco, que fez o resgate, disse que sentiu “muita pena” ao vê-los agarrados ao corpo da mãe, morta, e não pensou duas vezes. 
Se informou sobre a destinação correta dos mesmos e se dirigiu logo à Agência.

Já sobre o timbu encontrado acuado na Rui Barbosa, estima-se que o mesmo passou pelo menos umas quatro horas imóvel, na grade do prédio da Arquidiocese, com medo dos cachorros que o ameaçavam. 
Com a ajuda de funcionários da Cúria, a jornalista Luciana Falcão conseguiu resgatá-lo. 
Muitas vezes confundidos erradamente com ratos, os timbus são marsupiais e têm função importante na natureza, ajudando na restauração das matas, pois se alimentam de frutas e disseminam as sementes. Também comem carrapatos e insetos.

Outros dois animais silvestres foram encaminhados nesta terça ao Cetas Tangara: um filhote de bico-de-lacre (Estrilda astrid), pequena ave nativa da África que foi introduzida no Brasil, e um jabuti adulto que vivia em cativeiro há doze anos. 
A pequena ave foi encontrada pela instrumentadora Núbia Alves no chão, numa rua da Madalena. Ela procurou e, como não viu nenhum ninho por perto, fez o resgate e levou à CPRH, com a mesma intenção de ajudar a preservação da espécie. 
Já o Jabuti vivia em cativeiro no município de Abreu e Lima e foi entregue voluntariamente pela senhora Maria do Carmo Pereira da Silva.

Fonte/CPRH
Fotos: Arquivo CPRH e Arquivo Arquidiocese

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