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29 de agosto de 2019

Servidores da Saúde do Paulista recebem capacitação para acolher vítimas de violência doméstica e interpessoal

“Em um dos meus atendimentos, uma jovem de apenas 19 anos que realizava exame de prevenção afirmou ter perdido a virgindade recentemente. Durante a conversa, a mesma começou a chorar. A partir daí notei que se tratava de violência sexual e rapidamente acionei os profissionais da NASF e de toda a rede, mas a vítima não quis seguir adiante com os processos, por medo e vergonha. E agora estamos ampliando nossos conhecimentos nessa capacitação para poder lidar melhor com as vítimas de violência doméstica na cidade”, assim disse Amanda Araújo, enfermeira da rede de Saúde do Paulista, que participou nesta quinta-feira (29.08) da capacitação para profissionais da Saúde com o tema: Violência Doméstica e Interpessoal.

Promovido pela Secretaria de Saúde do município, o encontro aconteceu no prédio do Centro Administrativo do Paulista, em Maranguape I, e contou com a participação de cerca de 50 profissionais da Atenção Básica de Saúde e do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF).

Para ensinar e estimular estes servidores a identifiquem uma vítima de violência doméstica e interpessoal, o acolhimento profissional se faz necessário para que a pessoa se sinta confortável e supere, da melhor maneira possível, o tipo de abuso que sofreu, sejam eles, sexuais, psicológicos, físicos, moral, entre outros.

“Hoje sentimos uma dificuldade de pontuar casos de violência contra a mulher, por isso, nossa proposta é identificar um problema no território, notificar, tomar algumas providências e encaminhar esses pacientes para serem acolhidos”, disse Fabiana Bernart, secretária de Saúde do Paulista, que esteve presente durante a capacitação.

A palestrante Natália Nunes, sanitarista da cidade, ressaltou a importância da capacitação para os profissionais realizarem a notificação de violência em favor da vítima. “A ideia dessa formação construtiva iniciou com o projeto Maria da Penha Vai a Saúde. Identificamos a necessidade dos nossos profissionais serem capacitados em relação à notificação da violência, pois, a notificação não é uma denúncia, portanto, precisamos tirar esse estigma para que nosso plano municipal seja realizado em cima das notificações de mulheres violentadas. Por isso, a notificação de violência serve para estruturar nossa rede”, afirmou.

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