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15 de maio de 2020

Junior Matuto solicita ao governador Paulo Câmara a inclusão do Paulista na quarentena

Preocupado com o avanço da Covid-19 na cidade, que já passa oficialmente de mil contaminados, o prefeito do Paulista, Junior Matuto, enviou ofício ao Palácio do Campo das Princesas nesta sexta-feira (14.05) solicitando ao governador Paulo Câmara que inclua o município no Decreto nº 49.017, de 11 de maio, que estabelece medidas mais restritivas de circulação de pessoas e veículos nas ruas por conta da pandemia do Coronavírus. O ato do Executivo estadual prevê que Recife e mais quatro cidades da Região Metropolitana fiquem em quarentena durante duas semanas por conta dos números de casos e óbitos da doença.


No documento enviado ao governador, o prefeito do Paulista destaca que embora tenha adotado diversas medidas no município, os números de infectados e de óbitos na cidade continuam crescendo. De acordo com o último levantamento realizado, o município alcançou um coeficiente de letalidade de 6.6%, índice praticamente igual ao registrado por Camaragibe e São Lourenço da Mata que foram inseridos no Decreto. 

Além dos números citados, Junior Matuto faz questão de ressaltar que parte da população do Paulista trabalha em serviços considerados essenciais no Recife, sendo diretamente afetada pelo cenário epidemiológico da capital.

O prefeito Junior Matuto disse que ficou surpreso por Paulista não ter sido incluído no decreto estadual desde o início, já que é o quarto município da região metropolitana e já ultrapassou a marca de mil casos confirmados e 65 mortes.

“Estamos desde 17 de abril com ações de restrições para evitar o avanço do Coronavirus no município, inclusive acompanhando todos os decretos estaduais. Estamos com uma fiscalização diária, envolvendo várias secretarias municipais, Policia Militar, Bombeiros, mas como se trata de uma fiscalização itinerante, depois que passa, o povo volta pra rua. Só podemos acompanhar o decreto do estado, se tivermos apoio efetivo do estado”, concluiu Junior Matuto.

Por: Francisco Neto

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