26 de janeiro de 2021

Precisamos melhorar o diálogo, contudo, sem caça as Bruxas

A crise que assola o país é notória. Observamos ela na economia, política e na sociedade em moldes gerais, tendo a sua força motriz, na crise sanitária que domina o mundo e o nosso rincão.

Todavia, em meio a esse condomínio de crises alguns se sobressaem exercitando o seu lado criativo, engajador, buscando soluções mais práticas. O valor da produtividade não está no volume de serviços que se consegue realizar e sim nas formas criativas que se apresenta para afugentar esse fantasma chamado crise.

O setor público não ficou de fora desse capítulo obscuro e, em especial, o serviço público sofreu consideravelmente os efeitos da crise econômica. E um grupo social, em particular, tem amargado há anos todos os perrengues, crises, arrochos e as múltiplas adversidades que assolam a vida social tupiniquim – o servidor público.

Quando não é o regramento pátrio que nos atrapalha (leis), nos deparamos com grupos políticos que ao chegarem ao poder através da política majoritária, começam uma verdadeira devassa na vida funcional dos servidores. Ora, as nossas conquistas foram obtidas a duras penas, não justifica usar o servidor como bode expiatório na briga política.

O simples enfrentamento, para colocar na bandeja de efeitos práticos pseudos conquistas, não faz mais parte da nova visão do serviço público e seus anseios e desejos. Quem governa por força da política majoritária, tem que que reconhecer que a nova liderança no serviço público busca hoje os mais diversos atores sociais, para junto a eles aprimorar as buscas por conquistas mais perenes e duradouras. Não procede fazer, por parte de quem gere os destinos da cidade, a perseguição dura e cruel, sistemática e personificada, dos companheiros de labuta, guerreiros que deram mais da metade de sua vida em favor do crescimento de nossa querida Paulista.

O mister é esse - o servidor público tem que asfaltar, juntamente com aqueles que governam, a estrada de duas mãos que leva a uma melhor prestação de serviço público a sociedade.

O peleguismo, a intolerância, o enfrentamento banal, a escassez de diálogo, já figuram o museu do passado, enfeitando as suas paredes com pinturas desbotadas e de má qualidade. Busca-se hoje e sempre, líderes articulados, que saibam reconhecer a força e o bom conteúdo de suas reivindicações e também conhecer os limites e dificuldades do patronato, quando elas realmente existem.

Aquele que diverge de mim não é o meu adversário e nem muito menos o meu inimigo, ele é o meu parceiro, na construção de um mundo plural.

Há hoje uma real e insistente necessidade de enriquecimento do diálogo entre uma agremiação sindical e aqueles que estão no poder por força da política majoritária. As posições estão bem definidas, os pleitos estão bem apontados, a mesa está posta, a negociação é latente, o que falta infelizmente é disposição intelectual, e essa falta é sentida em ambos os lados.

Dessa forma, aspectos como criatividade, boa pesquisa, um bom material reivindicatório é e sempre será bem vindo, e com certeza será senha de entrada para boas conquistas. O importante não é deixar passar a tempestade e seguir, o importante é saber dançar na chuva.

JUCINEIDE LIRA
Presidente do SINSEMPA – Sindicato dos Servidores Municipais em Paulista

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