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16 de fevereiro de 2021

Paciente oncológico deve ser prioritário na vacinação, defende médico da Unifesp


A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica estima que 1,5 milhão de brasileiros estejam em tratamento oncológico. Diante desse quadro, a instituição encaminhou ofício ao Ministério da Saúde solicitando prioridade para esses pacientes na vacinação contra o novo coronavírus. A taxa de mortalidade desse grupo se mostrou seis vezes maior do que o índice global de mortalidade por Covid-19 segundo pesquisa realizada pelo grupo Oncoclíncias, publicada no Journal of Clinical Oncology. 

O oncologista Ramon Andrade de Mello, professor da disciplina de oncologia clínica da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), da Uninove e da Faculdade de Medicina da Universidade do Algarve (Portugal), defende que esses pacientes tenham prioridade na vacinação: "Uma parcela significativa desse grupo está em tratamento com medicamentos que contribuem para a redução de respostas imunológicas. Em muitos casos, eles precisam sair de casa para ir até uma clínica, aumentando os riscos de serem infectados". 

Durante a pandemia, hospitais, clínicas e consultórios têm registrado queda na procura para o diagnóstico e tratamento oncológico "Esses pacientes precisam de acompanhamento dos especialistas e também continuar com a medicação. Quanto mais cedo fizermos o tratamento, maiores serão as chances de resultados positivos", aponta Ramon de Mello. 
O pesquisador da Unifesp lembra ainda que o paciente deve consultar o médico antes da vacinação. "Para alguns casos, é preciso fazer uma avaliação do melhor momento. Ainda não temos um consenso se a imunossupressão induzida pela quimioterapia e até o uso de corticoides podem comprometer a proteção advinda da vacinação. Para determinados pacientes, a recomendação é evitar tomar a vacina nos períodos desse tratamento".

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